Chico, vamos falar um pouco sobre ele…

O que o filme sobre o querido Chico Xavier não contou?

Tempo estimado de leitura: 5 minutos. O filme sobre a vida de Chico Xavier é, sem dúvida, emocionante e muito bem construído. Ele apresenta ao grande público a trajetória de um dos maiores médiuns da história, retratando com sensibilidade sua humildade, suas dores e sua missão. Mas será que o filme mostrou tudo? A resposta é não. Hoje, vamos mergulhar em aspectos pouco explorados sobre o nosso querido Chico Xavier e entender por que sua importância vai muito além do que vimos nas telas.

Um exemplo que arrepia

Falar de Chico Xavier não é algo neutro — é algo que toca fundo. Para muitos, ele não foi apenas um médium, mas um verdadeiro exemplo de vida. Sua história inspira. Sua postura emociona. Seu legado transforma. Muitas pessoas, inclusive, começaram a se interessar pelo espiritismo através de suas obras. Seus romances espirituais abriram portas para um entendimento mais profundo da vida, da morte e da continuidade da alma.

Antes do Querido Chico: como era o Espiritismo?

Para entender a grandeza do querido Chico Xavier, precisamos voltar no tempo. O Espiritismo surgiu na França, em 1857, com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec (pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail). Depois vieram outras obras fundamentais:
  • O Livro dos Médiuns (1861)
  • O Evangelho segundo o Espiritismo (1864)
  • O Céu e o Inferno (1865)
  • A Gênese (1868)
No Brasil, a primeira sessão espírita aconteceu em 17 de setembro de 1865, em Salvador, liderada por Luís Olímpio Teles de Menezes. Mas o acesso era difícil. Os livros eram raros, caros e muitas vezes apenas em francês. O conhecimento era restrito a poucos.

O papel de Bezerra de Menezes

Um dos grandes nomes na expansão do espiritismo no Brasil foi Dr. Bezerra de Menezes, conhecido como o médico dos pobres. Ele ajudou a transformar o movimento espírita, que antes era mais teórico, em algo prático — voltado à caridade. Uma de suas falas resume bem seu espírito:
“O médico verdadeiro não escolhe hora, não mede distância, não recusa atendimento. Quem o faz, não é médico — é comerciante da medicina.”
Sua atuação foi essencial para dar ao espiritismo um caráter mais humano e ativo.

Surge Chico Xavier: um divisor de águas

É nesse cenário que surge o amado e querido Chico Xavier. Nascido em uma família extremamente humilde no interior de Minas Gerais, sem acesso a livros ou recursos, ele desenvolve uma mediunidade impressionante. E sua missão foi gigantesca. Chico não apenas psicografava — ele organizou, estruturou e transformou o espiritismo no Brasil.

Muito além do filme sobre nosso querido Chico

O filme mostra parte do sofrimento e da missão do querido Chico, mas há aspectos que merecem destaque:

📚 Uma produção impressionante

  • Chico Xavier escreveu 412 livros
  • Isso representa, em média, 1 livro a cada 2 meses
  • Sem contar milhares de cartas psicografadas em reuniões mediúnicas
Se incluíssemos essas cartas, seu legado poderia ultrapassar 800 obras.

🧠 Diversidade mediúnica

Chico não foi apenas psicógrafo. Ele apresentou diversas formas de mediunidade:
  • Vidência (desde a infância)
  • Audiência
  • Psicofonia
  • Psicografia (sua principal)
  • Materialização (na juventude)
Inclusive, há relatos de que ele escrevia em diferentes idiomas e até ao contrário — o que chamou atenção de críticos e jornalistas que tentaram desmascará-lo.

🕊️ Orientado por Emmanuel

Grande parte de sua obra foi conduzida por seu mentor espiritual, Emmanuel — autor direto de mais de 100 livros. Isso demonstra uma continuidade, uma linha de pensamento organizada e profunda, quase como um verdadeiro curso completo sobre a vida espiritual.

A grande transformação do movimento espírita

Antes de Chico, muitos centros espíritas focavam apenas no estudo. Após sua atuação, o movimento passou a incorporar:
  • Atendimento fraterno
  • Passes
  • Ações sociais
  • Distribuição de alimentos
  • Apoio espiritual e emocional
Ou seja, o espiritismo passou a ser vivido — não apenas estudado.

Um legado que molda o presente

Se hoje você entra em um centro espírita estruturado, com acolhimento, orientação e atividades sociais, há grandes chances de estar vendo reflexos diretos do trabalho de Chico Xavier. Ele não apenas escreveu — ele ensinou como praticar. Além disso, sua influência abriu caminho para outros grandes médiuns, como:
  • Divaldo Franco
  • Yvonne Pereira
  • Hermínio Miranda
  • Suely Caldas Schubert

As 5 maiores lições do Querido Chico Xavier

Chico Xavier
Seu legado não está apenas nos livros, mas na forma como viveu:
  1. Humildade – nunca se colocou acima de ninguém
  2. Desinteresse pessoal – doou tudo o que recebeu
  3. Dedicação – viveu sua missão intensamente
  4. Renúncia – abriu mão do conforto pessoal
  5. Bondade – amor ao próximo acima de tudo

E agora?

A grande pergunta não é apenas quem foi Chico Xavier. A pergunta é: O que você tem feito com o conhecimento que já tem? Hoje, o acesso à informação é fácil. Livros, conteúdos, vídeos — tudo está disponível. Ajuda não falta. Mas é preciso buscar.

Conclusão

O filme sobre Chico Xavier emociona — mas sua verdadeira grandeza vai muito além da tela. Ele foi mais do que um médium. Foi um educador espiritual. Um exemplo vivo de amor, disciplina e propósito. Seu legado continua vivo — em cada centro espírita, em cada obra, em cada gesto de caridade. Se você deseja se aprofundar mais sobre o nosso querido Chico Xavier, veja os vídeos abaixo no nosso canal no Youtube:
Muita paz!

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